Exma. Sra. Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini:
No dia 25/12/11, por volta das 14:30, sofri afogamento na Praia de Búzios localizada no litoral do Rio Grande do Norte. Estava no mar eu e meu marido, quando por um instante deixamos de sentir o chão. Meu marido conseguiu sair do mar ileso.
Contudo, mesmo que ele tentasse me ajudar, eu não conseguia nadar. Acredito que devido ao desespero e a ingestão excessiva de água, perdi a consciência enquanto ainda estava dentro do mar.
Os bombeiros e guarda-vidas Dalchem, Gil e sua equipe me retiram do mar e realizaram na areia os procedimentos necessários para salvar minha vida. Segundo testemunhas, estava cianótica e sem pulso. Foram realizadas três reanimações.
Não me recordo destes acontecimentos, apenas me lembro do meu marido tentando me ajudar no mar e posteriormente quando acordei já no Hospital do Coração da cidade de Natal. Fiquei 3 dias na UTI e 1 dia no quarto.
Gostaria de agradecer a todos os bombeiros e guarda-vidas pelo magnífico trabalho que exercem no litoral do RN. Em especial, agradeço ao Dalchem, Gil e sua equipe pela dedicação e empenho que tiveram comigo no dia 25/12/11.
Queridos guarda-vidas, através das suas habilidades e intuição, Deus se mostrou benevolente comigo e com tantos outros que salvaram. Que o Senhor os iluminem e continuem com esse exemplo de luta e coragem, dignos de serem seguidos.
Com certeza é uma simples homenagem que faço a pessoas tão especiais e merecedores de todo nosso respeito.
Exma. Sra. Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, peço gentilmente seu olhar sobre estes profissionais. Desejo melhores condições de trabalho e número maior de guarda-vidas em todo o litoral do RN, uma vez que Dalchem e Gil estavam em uma outra ocorrência no momento do afogamento, eles estavam retornando para Búzios quando viram meu marido acenando do mar.
Obrigada à cidade de Natal pela receptividade, à toda equipe do Hospital do Coração e à todos os guarda-vidas.
Juliane Natalin
26 anos
Vítima de afogamento na praia de Búzios em 25/12/11.
Fonte: CBM-RN
O CBM-RN emancipado em 2002 pela lei complementar 230, ainda não preencheu seu quadro pessoal previsto para 1065 militares. Hoje, temos cerca de 640 militares para uma população de mais de 3 milhões de pessoas. 90 guarda-vidas para cobrir os 400 km do litoral, açudes e lagoas.
A Lei de Organização Básica do CBM-RN esbarra na falta de sensibilidade dos governantes. Como explicar que uma Lei tenha sido discutida, elaborada e revista e não encaminhada para sua votação num período de quase 10 anos.
Aos militares do CBM-RN só restam o reconhecimento da população pela execução do trabalho de salvar vidas e patrimônio alheios.
Parabéns a Equipe de Guarda-vidas que salvou a vida da Sra Juliane Natalin.
O Cabo Miguel e os soldados Dalchem, F. Barreto e Gilberlan. Vocês representam muito bem a classe menos favorecida do CBM-RN (Praças) e mesmo assim a mais importante, pois são os executores das atividades fins desta instituição.
O Cabo Miguel e os soldados Dalchem, F. Barreto e Gilberlan. Vocês representam muito bem a classe menos favorecida do CBM-RN (Praças) e mesmo assim a mais importante, pois são os executores das atividades fins desta instituição.
A Lei de Organização Básica do CBM-RN é uma necessidade urgente.
Canindé
Realmente já se vão dez anos e nada de sair do papel, não sou bombeiro militar mas sou servidor publico e não isento a nós de culpa nessa falta de sensibilidade dos governantes e até nos incluo nessa omissão.me filiei a um sindicato quando entrei no serviço publico por que diziam ser nossos defensores mas nem sempre é assim pois depende de que governante esteja no poder.muitas vezes batia a porta do meu sindicato na gestão passada e ouvia do presidente que tinhamos que ter paciencia e entender a situação.esse é apenas um exemplo que poderia justificar esses dez anos que vocês aguardam por essa lei, não são dez dias e nem dez meses e sim dez anos e o que seus represantes fizeram nesse tempo? sempre foram oposição aos governantes que passaram? creio que não.assim como o meu sindicato apoiou governantes e ficava inerte durante a gestão daqueles que eles apoiavam.portanto só acredito em muanças no dia em que nossas associações de fato nos representar e for independente de politica.
ResponderExcluirCaro Luiz Carlos,
ResponderExcluirPelo que pude observar o amigo desconhece a ABM-RN e a realidade dos quartéis. Desde que assumimos a Associação conseguimos avançar no respeito a alguns de nossos poucos direitos (Militares são uma categoria de servidores diferenciada que não pode se sindicalizar, promover manifestações, receber hora-extra, delimitar jornada de trabalho, receber insalubridade, periculosidade...).
Avançamos na consessão das Licenças Especiais no âmbito do CBM-RN (estava estagnadas há anos), avançamos na ascensão profissional (conseguimos articular com o Comando a realização de um curso de Sargentos), avançamos na representatividade dos Bombeiros Militares (a ABM participou ativamente da reivindicação de reajuste salarial em 2009 e em 2011) e avançamos principalmente no assessoramento jurídico do Associado.
Não somos ligados a qualquer partido político, não somos dependentes de qualquer gestor. Nosso compromisso é com o sócio, trabalhador Bombeiro Militar, na defesa de seus direitos e na luta pela melhoria das condições de trabalho.
Conhecemos a Lei de Organização Básica, entendemos que o Estado precisa compreender a importância do CBM-RN. Temos propostas de Projetos de Lei que mudam a nossa realidade profissional. Contudo, não podemos ser irresponsáveis ou ingênuos, e acreditar que as transformações acontecem instantaneamente.
Qualquer vitória que tivemos e que teremos, só se concretizará se nos entendermos enquantou uma Classe de Trabalhadores. Se nos entendermos enquanto Bombeiros Militares, Praças e Oficiais, todos no mesmo barco. Lutando por um Corpo de Bombeiros melhor para o profissional Bombeiro Militar, com perspectiva de ascensão profissional, sem abusos, sem arbitrariedades e sem autoritarismo. Com isso ganha o CBM-RN, o Estado e toda a sociedade.